Na manhã desta última segunda-feira, 7 de julho, uma operação integrada interditou uma clínica terapêutica no distrito de Serra Azul, em Mateus Leme. A ação mobilizou a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária (municipal e estadual), a Assistência Social e equipes da Polícia Militar, e contou com o acompanhamento do promotor de Justiça Diego Rafael Dutra do Valle de Oliveira.

O alvo da operação foi a Clínica Centro Terapêutico Lanzitotti, localizada na Estrada Serra Azul, onde foram encontradas diversas irregularidades sanitárias, administrativas e relatos de maus-tratos a internos.

Durante a fiscalização, foram localizados ao menos 20 internos, entre eles dois menores de idade. Segundo os órgãos responsáveis, os pacientes estavam em condições precárias: sem higiene adequada, com alimentação insuficiente e convivendo em um ambiente insalubre. Alguns relataram uso de medicamentos sem prescrição médica, além de episódios de agressões físicas e verbais.

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O responsável pela clínica, M.N.L.J., tentou fugir ao perceber a chegada da equipe, mas foi detido e levado à Delegacia de Polícia de Mateus Leme. Outros envolvidos também foram conduzidos para prestar esclarecimentos, entre eles o coordenador da clínica, M.A.S., e a enfermeira N.A.B.

De acordo com o boletim de ocorrência, o valor cobrado pela internação era de R$ 1.800,00 mensais, mesmo diante das condições precárias em que os internos viviam. Vários medicamentos vencidos foram encontrados, além de documentos e cartões bancários em nome dos internos. Nenhuma das receitas médicas estava regularizada.

O veículo utilizado por M.N.L.J., um Fiat Strada, também foi apreendido. O perito da Polícia Civil esteve no local para realizar o trabalho de perícia.

A clínica foi interditada, e os internos foram assistidos por equipes da saúde e da assistência social. Os casos envolvendo os menores serão acompanhados pelo Conselho Tutelar.

A Polícia Civil continua investigando o caso, e os responsáveis poderão responder por crimes como maus-tratos, exercício ilegal da medicina, cárcere privado e corrupção de menores.

FONTE/CRÉDITOS: Polícia Civil de Mateus Leme