Mateus Leme celebra hoje, 17 de dezembro, seus 86 anos de emancipação político-administrativa. A cidade, que atualmente conta com 37.841  habitantes, conforme dados recentes do IBGE, foi desmembrada de Pará de Minas em 1938, resultado de anos de esforços de seus representantes e do apoio popular.

Sua origem remonta ao início do século XVIII, período em que os bandeirantes paulistas desbravaram o interior das Minas Gerais em busca de ouro e pedras preciosas, além de aprisionar indígenas e ocupar terras. Esse processo levou à formação do povoado que, posteriormente, se tornou o município.

A mineração aurífera desempenhou papel crucial no surgimento do Arraial do Morro de Mateus Leme. O aumento do consumo nas áreas mineradoras atraiu comerciantes, que passaram a se estabelecer na região, alimentando o crescimento econômico e populacional local. Relatos históricos apontam que o bandeirante Mateus Leme, genro de Borba Gato, desbravou as terras onde hoje está localizado o município entre 1715 e 1717.

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Documentos históricos, como uma carta de Sesmaria de 1710, e referências ao “Arraial do Morro de Mateus Leme” em 1739 e 1745, atestam a antiguidade do local. Vestígios de antigos aquedutos e lavras no morro demonstram a relevância econômica da mineração na região. Contudo, com a decadência da exploração aurífera, a população voltou-se para a agricultura e a pecuária, configurando uma nova base econômica.

Administrativamente, Mateus Leme pertenceu a diversos municípios, como Sabará, Pitangui, Bonfim e Pará de Minas, até alcançar sua autonomia em 1938. Antes disso, em 1832, havia se tornado a freguesia de Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, um marco importante no desenvolvimento da região.

Hoje, Mateus Leme celebra sua história e as raízes que deram origem a uma comunidade resiliente e repleta de tradições.

FONTE/CRÉDITOS: Patrícia Santos