O parlamento iraniano aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta aos ataques dos Estados Unidos ao país, ocorridos no domingo (22/06). O canal, localizado entre o Irã e Omã, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Estima-se que cerca de 25% de todo o petróleo global passe por esse estreito, o que torna seu fechamento um fator crítico para o mercado energético internacional.

A medida ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e pelo aiatolá Ali Khamenei para entrar em vigor. Caso seja colocada em prática, pode resultar em uma forte alta no preço dos combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil. Com apenas 33 metros de largura navegável, o Estreito de Ormuz é considerado a principal via de transporte de petróleo no planeta.

Especialistas alertam que o fechamento pode não apenas causar uma escalada nos preços, mas também abrir espaço para novas retaliações de países ocidentais contra o Irã, aumentando ainda mais as tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico.

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Segundo dados da plataforma Vortexa, entre o início de 2022 e maio de 2025, entre 17,8 e 20,8 milhões de barris diários de petróleo bruto, condensado ou combustível passaram por essa rota estratégica. A possível interrupção desse fluxo representa um risco significativo para o abastecimento global de energia.