Kisunla é indicado para pacientes em estágio inicial da doença e promete desacelerar o declínio cognitivo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento para a doença de Alzheimer no Brasil. Comercializado sob o nome de Kisunla, da farmacêutica americana Eli Lilly, o remédio é indicado exclusivamente para pessoas com Alzheimer em estágio inicial — incluindo aquelas com comprometimento cognitivo leve ou demência leve.

Estudos clínicos mostraram que o uso do Kisunla por 18 meses resultou em uma desaceleração modesta no declínio cognitivo e funcional dos pacientes. Apesar dos avanços, especialistas alertam que o medicamento não representa uma cura.

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A médica geriatra mineira Simone de Paula Pessoa Lima, da Saúde no Lar, esclarece: “É importante destacar que não se trata de uma cura ou de reversão dos sintomas, mas de um possível ganho em tempo de preservação da autonomia do paciente. Os efeitos perceptíveis variam segundo o perfil clínico individual e a fase em que o tratamento é iniciado.”

No entanto, há contraindicações importantes. Pacientes com angiopatia amiloide cerebral, que usam anticoagulantes ou que apresentam alterações genéticas específicas — como a homozigose para o gene APOE ε4 — têm maior risco de efeitos adversos, incluindo edemas cerebrais e sangramentos. Por isso, a seleção criteriosa dos candidatos ao tratamento é fundamental.

FONTE/CRÉDITOS: Ministério da Saúde