As investigações começaram neste mês pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste, na capital. A partir dos levantamentos, a equipe policial foi até a arena onde o suspeito trabalha e, de forma reservada, entrevistou o treinador. Ele informou que mantinha contato mais íntimo com as vítimas - até o momento, três identificadas como alunos do investigado e já ouvidas -, disponibilizando o celular para averiguação.

Com a análise do aparelho, os investigadores encontraram inicialmente um grupo em aplicativo de mensagens criado pelo suspeito, no qual ele mantinha contato direto com dois jovens. Nesse grupo, as conversas, em grande maioria, eram de cunho sexual, com o investigado oferecendo dinheiro, visibilidade no campo e promessas de indicação para grandes times.

Os tipos de mensagens trocadas eram fotografias de órgãos sexuais e vídeos de sexo entre homens, e o suspeito informava no grupo que os indivíduos não identificados nos vídeos seriam atletas do time sub-16.

Leia Também:

Com base nos elementos obtidos, o suspeito foi preso em flagrante por crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e encaminhado ao sistema prisional. As investigações prosseguem.

Legenda: Delegado Artur Alberto Neves Vieira, titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste

FONTE/CRÉDITOS: Polícia Civil