“Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres.”

O pontífice argentino, nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, deixa um legado de humildade, empatia e uma forte defesa dos marginalizados. Primeiro papa jesuíta e o primeiro latino-americano a ocupar o trono de Pedro, Francisco foi eleito em março de 2013, após a renúncia histórica de Bento XVI.

Durante seu pontificado, destacou-se pela simplicidade no estilo de vida, pelos gestos simbólicos — como lavar os pés de presos e refugiados em missas da Quinta-Feira Santa — e por uma postura firme diante de temas sociais, ambientais e humanitários. A encíclica Laudato Si’, publicada em 2015, reforçou seu compromisso com a preservação do meio ambiente, tornando-se referência global no debate ecológico.

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Francisco também buscou aproximar a Igreja das pessoas, promovendo o diálogo inter-religioso e incentivando uma Igreja mais acolhedora e menos punitiva. Em diversas ocasiões, pediu uma “Igreja em saída”, presente nas periferias físicas e existenciais da sociedade.

A saúde do pontífice vinha sendo motivo de preocupação nos últimos anos, com internações, cirurgias e limitações físicas cada vez mais visíveis. Ainda assim, ele manteve uma agenda intensa e continuou exercendo seu papel com determinação até os últimos dias.

Com sua partida, abre-se agora um período de luto e transição na Igreja Católica. O Vaticano deverá convocar nos próximos dias o conclave, que reunirá os cardeais de todo o mundo para eleger o novo sucessor de Pedro.

O Papa Francisco deixa uma marca profunda na história da Igreja e do mundo contemporâneo, como um pastor próximo do povo, defensor dos mais frágeis e incansável pregador da paz.

FONTE/CRÉDITOS: Patrícia Santos