Com a chegada de agosto, período em que os ventos mais fortes favorecem a prática de empinar pipas, a Prefeitura de Betim lançou a campanha “Linha Segura Não Corta a Diversão”, voltada ao combate ao uso e à comercialização de cerol e linha chilena.

A ação reúne diferentes grupamentos da Guarda Municipal e terá como foco a fiscalização, a prevenção e a conscientização da população sobre os riscos provocados pelas linhas cortantes.

Durante todo o mês, equipes intensificarão o patrulhamento em praças, vias públicas e locais com maior concentração de pessoas empinando pipas. Participam da operação os grupamentos de Segurança e Proteção (GSP), Trânsito (GETRAN), Móvel Especializado (GME) e Operações com Cães (GOC).

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O Grupamento de Inteligência (GI) também realizará o monitoramento de estabelecimentos comerciais e canais digitais para identificar possíveis pontos de fabricação e venda clandestina de cerol e linha chilena.

Risco para motociclistas e pedestres

Produzidas com materiais cortantes, como pó de vidro, quartzo e óxido de alumínio, essas linhas podem provocar acidentes graves, principalmente envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres. O material também pode romper cabos de energia elétrica e de telecomunicações, causando danos à infraestrutura urbana.

A campanha inclui ainda ações de proteção ambiental. O Grupamento de Meio Ambiente (GMA) fará patrulhamento em áreas de preservação ambiental, parques municipais e no entorno da represa de Várzea das Flores, com o objetivo de reduzir os riscos à fauna provocados pelas linhas cortantes.

Nas escolas municipais, o Grupamento de Apoio e Proteção Escolar (GAPE) promoverá palestras para orientar crianças e adolescentes sobre os perigos do cerol e incentivar a prática segura de empinar pipas.

Fiscalização e denúncias

Segundo a Prefeitura, as abordagens e apreensões seguirão as determinações da Lei Estadual nº 23.515/2019, que proíbe o uso e a comercialização de materiais cortantes em linhas de pipa em Minas Gerais.

A população pode colaborar denunciando a fabricação ou venda clandestina de cerol e linha chilena. As denúncias podem ser feitas pelo 153, da Guarda Municipal, ou pelo Disque-Denúncia 181.